Fotos: Renato Wrobel
Luciana Rique fotografa o mundo para fazê-lo desaparecer. É justamente nesse aparente paradoxo que reside a força de sua obra. Diante de sua câmera, o que reconhecemos como realidade perde contorno, escala e gravidade. Luzes ganham corpo, superfícies se transformam em paisagens e formas parecem suspensas em algum lugar entre o sonho e a matéria.
“Nada é o que parece quando a Luciana fotografa”, observa o curador Eder Chiodetto, que acompanha a pesquisa da artista carioca desde 2022. Se a fotografia nasceu historicamente ligada ao registro do visível, Luciana percorre o caminho contrário: fotografa não para revelar o mundo, mas para esconder dele aquilo que julgamos conhecer.
É desse território de incertezas que surge “Entre Órbitas”, terceira exposição individual da artista, com abertura nesta quinta-feira, 17 de setembro, às 19h, na Casa Proeza, no Centro do Rio, integrando a programação da ArtRio 2026. Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra reúne cerca de 35 obras e apresenta uma nova etapa de uma investigação que parte da fotografia para, pouco a pouco, ultrapassar os limites do próprio meio.





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